quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Da Revista para o Blog: Gnocchi de Batata na Manteiga e Sálvia + DeuS



Por Valéria Chociai

A revista chegou em sua casa??? Você se animou a fazer a harmonização sugerida??? Então, lá vai a receita, passo a passo... tentei fazer o mais “descritinho” possível, para facilitar sua vida... espero que eu tenha conseguido... depois você me conta!

GNOCCHI DE BATATA

Bem servido para 2 pessoas, mas serve até 4 se rolar uma entradinha antes...

INGREDIENTES

• 500g de batata ASTERIX ( é aquela batata de casca rosada... )
• 60g de manteiga salgada em temperatura ambiente
• 115g de queijo parmesão ralado fino
• 85g de gemas
• 1 pitada de noz moscada
• 175g de farinha de trigo para dar ponto na batata ( de preferência da marca SOL ) + um tanto de farinha para trabalhar na bancada
• Sal à vontade

MODUS OPERANTIS

Lave a batata em água corrente para retirar resíduos sólidos;
Cozinhe a batata até que fique macia;
Escorra bem a água das batatas, descasque-as e coloque-as em cima de um pano de prato limpo para que ele absorva ainda os últimos resquícios de água;
Corte a batata em pedaços pequenos;
Passe os pedaços por uma peneira fina, para que vire um purê – não passe pelo liquidificador!!!

Detalhe: o purê tem que ser usado no mesmo dia... ou seja, não faça o purê num dia para usar no outro... a não ser que você queira comer gnocchi empelotado...

Numa bancada sanitizada espalhe farinha de trigo – isso vai evitar que sua massa grude demais na bancada... cada vez que uma parte da bancada estiver sem farinha, espalhe farinha novamente... isso até o final do processo! Faça um montinho com o purê de batatas e no centro desse montinho, faça um furo – como se fosse a cratera de um vulcão. Nessa cratera coloque a gema e a manteiga.Salpique por todo o purê o queijo parmesão ralado, a noz moscada e um pouco da farinha para dar ponto à massa.
Agora vá misturando, na direção da cratera para fora, com as pontas dos dedos, o conteúdo da cratera com o resto da massa... vá fazendo isso até que todos os ingredientes fiquem misturados... se ficar muito líquido, salpique com um pouco mais de farinha.

Depois disso é hora de sovar e dar ponto à massa... mas lembrando que quanto menos você manipular o purê, melhor... então não se empolgue e não transfira suas frustrações para o pobrezinho! Você deve adicionar farinha à massa até que você consiga formar com ela uma bola razoavelmente consistente e homogênea... mas não deve ultrapassar as 175g de farinha... se ultrapassar 175g de farinha isso significa que sua batata é de má qualidade e absorveu água demais... você até pode continuar acrescentando farinha, mas você perceberá que no fim das contas, seu gnocchi de batata ficará com gosto de gnocchi de farinha, o que vamos convir que não é legal... e agora você pode querer me questionar: como eu sei se a batata é boa na hora de comprar??? Então... você não sabe... depois de muito tempo manuseando batatas você pode até perceber depois que você descasca, quando ela solta aquele caldinho característico demais ou de menos... mas ensinar isso – ainda mais por escrito - eu não acho possível...

Continuando então... depois que você conseguiu formar a bola com a massa, está na hora de enrolar o gnocchi.
Limpe sua bancada e retire possíveis grumos de massa que tenham sobrado sobre ela... salpique novamente a bancada com farinha e pegue 1/6 do total da sua bola de massa.
Com as 2 mãos enfarinhadas, comece a rolar essa bolotinha para frente e para trás, para transformá-la numa “cobrinha” de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro – lembre-se: nunca deixe a bancada sem farinha!
Agora que você tem uma cobrinha de 1,5cm de diâmetro, corte essa cobrinha em pedaços de aproximadamente 1,5cm de comprimento e você terá o seu gnocchi praticamente pronto!

Repita esse procedimento com os outros 5/6 da massa... e você chegará no momento de cozinhá-la e misturá-la ao molho.
Aqueça uma panela com água e nela acrescente 2 colheres de sopa de azeite... enquanto isso:

PARA O “MOLHO”

INGREDIENTES:

• 6 colheres de sopa manteiga com sal em temperatura ambiente
• 12 a 20 folhas de sálvia
• Sal e pimenta do reino branca moída na hora a gosto

MODUS OPERANTIS

É importante que você tenha todos os ingredientes à mão agora...

A panela que você aqueceu com água já deve estar fervendo... coloque os gnocchis nela e você verá que eles afundarão... assim que eles boiarem, eles estão prontos!
Corra, corra, tire-os da água!!! Pesque o gnocchi da água com uma escumadeira... escorra bem a água e já o coloque no prato onde será servido. Se você preferir, não coloque todos os gnocchi na água ao mesmo tempo... você não terá que correr tanto enquanto ainda não tiver a prática da pesca!

Ao mesmo tempo em que cozinha e pesca os gnocchis, em uma frigideira, aqueça a manteiga com a sálvia, até que fique quente, mas sem ferver!!! Regue o gnocchi, já no prato de servir, com a manteiga e a sálvia.

O ideal é que você faça camadas... um pouco de gnocchi, um pouco de molho... e assim sucessivamente. Aliás, o ideal também é que você sirva empratado – a “presença” é outra e ainda por cima você manipula menos os sensíveis gnocchinhos... sim... eles são e devem ser sensíveis, para derreterem na sua boca :o)

Se você tiver ainda um pouco de sementes de papoula para salpicar sobre o gnocchi já pronto para servir, vá em frente! Fica um charme e uma delícia... pena que há uns 2 anos as sementes de papoulas estejam proibidas de serem comercializadas no Brasil por serem consideradas alucinógenas... fico me perguntando quantas toneladas dela você precisa comer para “ter um barato”, mas esqueça de filosofar comigo, corra abrir a sua DeuS e divirta-se!!!

Finalmente, depois que você degustar o gnocchi com a sua DeuS e perceber as sensações de harmonização ( ou não ), fique à vontade para regar seu gnocchi com um bom parmesão ralado grosso.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ACervA Paulista Centenária!!

É com grande honra que podemos anunciar: A ACervA Paulista tem 100 sócios. Difícil de acreditar, dado que em maio de 2009 éramos apenas 17. Esse crescimento vertiginoso nos deu mais vitalidade, maior participação e mais força. Temos agora uma sede técnica, sede esta que terá o seu primeiro encontro no próximo sábado. Temos 2 cozinhas de brassagens e uma revista pioneira no Brasil prestes a ser lançada. Sugestões e planos que não acabam mais. Participamos de brassagens em praia, na montanha (invadindo o espaço da ACervA Mineira), visitamos várias cervejarias, tivemos evento com brassagens caseiras de 3 estados diferentes + uma brassagem comercial. Recebemos visitas de pessoas ilustres, como o guru dos homebrewers Charlie Papazian. Promovemos cursos, workshops, participamos de Festa Oktoberfest e muitos outros eventos que se repetirão ano a ano. Tivemos um sócio que se tornou um profissional no ramo cervejeiro.

Nossa lista de e-mails está cada vez mais ativa, com novos sócios aparecendo e ouvindo conselhos dos mais velhos, discutindo a produção, fermentação, construção de equipamentos e dividindo o prazer de fazer a própria cerveja.

Para onde vai a ACerva Paulista a partir daqui? Acho que isso cabe a nós sócios decidirmos. Participação é primordial. Sugestões e críticas são justamente nosso guia, indicando o caminho a seguir. Teremos um Brasil Brau ainda esse ano em nossa "casa" e uma preparação para o concurso nacional do ano que vem. Temos novos sócios querendo aprender a fazer cerveja e sócios antigos querendo competir. Temos espaço para experiências e aprendizado em conjunto.

Essa é a "Família Acerva", agora centenária.

Saúde!